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Protagonismo | Evento cultural reúne mulheres na Casa das Artes

Com sessão de cinema e apresentação musical, Santa Cruz Cidade Viva abordou feminismo e liderança

Lucca Herzog
lucca@riovalejornal.com.br

O projeto Santa Cruz Cidade Viva: Curtas & Conexões teve sua primeira edição do ano na última sexta-feira, 28, contemplando o público feminino do município. Com a temática “Feminismo e Protagonismo das Mulheres”, o evento ocorreu na Casa das Artes Regina Simonis, que foi palco de muito cinema, música e integração.

A promoção gratuita teve como objetivo discutir temas urgentes em um ambiente cultural e acolhedor. Cássia Silva, sócia na empresa A Jiboia, proponente do projeto, explicou que as atividades foram planejadas para entreter e inspirar, além de incentivar conexões entre as participantes. “O nosso evento busca enfatizar a importância de ter mulheres ocupando mais espaços de liderança, sendo protagonistas das suas trajetórias, para assim construirmos uma sociedade mais justa e igualitária, fortalecendo a voz feminina que por muitas vezes é silenciada. Apesar da importância e seriedade do tema, buscamos trazê-lo de forma leve, em um ambiente descontraído e acolhedor para todos os presentes”, observou.

Cássia destacou a iniciativa como forma deproporcionar um acesso mais igualitário à Casa das Artes, celebrando a diversidade cultural com uma equipe de produção majoritariamente feminina liderando as atividades. “Tivemos um bom público e a maioria das pessoas não conhecia a Casa das Artes, o que era uma das nossas metas”, comentou.

O evento

A programação contou com a exibição de três curtas-metragens, sob a curadoria da realizadora audiovisual Gabriela Kopp. As obras foram “Maré Braba”, de Pâmela Peregrino; “Eu Não Sou um Robô”, de Gabriela Lamas; e “Mulheres de Visão”, de Milena Rocha. Após as exibições, houve mesa de bate-papo com convidadas, incluindo a jornalista e escritora Paola Severo; a publicitária, produtora cultural e ativista do movimento feminista negro Cíntia Luz; e Suelen Moraes, assistente social e transfeminista.

A noite encerrou com o show de Jô Bittencourt e Banda, ao ritmo de samba e pagode, incluindo músicas autorais. O evento contou com a equipe Viver Libras, que fez a tradução e a interpretação para a linguagem de pessoas surdas e com deficiência auditiva. O Santa Cruz Cidade Viva é contemplado pela política nacional de fomento à cultura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura. Para mais informações, visite o perfil @a.jiboia no Instagram.

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